Fazes-me bem

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Fiquei muito tempo sem escrever porque tudo o que poderei dizer sair-me-à piroso. E tu mereces melhor que isso.

E porque tudo se resume a três pequenas, simples palavrinhas.

E porque tu me despojas de qualquer pretensão, e não quero ser pretensiosa ao achar que é algo inédito, tão maravilhoso, tão fantástico que pode ser gritado aos sete ventos com a devida importância. Não será, porque o que sinto agora já foi sentido por grandes poetas e filósofos, actrizes e musas. Em outras gerações, em todas as gerações, passadas e vindouras, em grandiosas situações, e não terá mais importância só por ser dito por mim.

Afinal, foi este sentimento que inspirou os grandes livros, os grandes filmes, as melhores músicas.

E porque to disse, e porque o repito constantemente, sempre que posso e me sinto frágil nos teus braços, completamente pequena no teu metro e noventa e quatro de querideza, completamente submissa.

E porque esses momentos são só para ti.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Sim, houve um motivo para ter deixado passar tanto tempo desde o último texto.
Quis deixar passar estes nossos dias, a materialização de algo que até agora havia sido unicamente construído com palavras. Sei que estamos a fugir à base do nosso blog, que a nossa história de amor platónico está a ganhar contornos de verdade. Algo temível por ti mas ultrapassável por mim. Deixa-me ajudar-te. Ajudar-te a não desistir de nós e do que nós sentimos, porque eu vou estar sempre à espera de te abraçar com força, de te sussurrar ao ouvido, de te mimar daquela maneira infantil mas verdadeira. Uma mistura de felicidade e medo embaciam agora os meus olhos, não quero chorar até porque não estás aqui para me reconfortar.

Foram poucos dias mas já temos tantas situações em comum. Tantas expressões.

Gosto de ti, cada vez é mais evidente, com cada beijo, abraço e olhar. E palavras.

Fizeste-me acreditar, mas só por um segundo.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Quando te comparei a todos os outros homens era isto a que me referia.

Fizeste-me acreditar, mas só por um segundo.

Por isso é que não é justo envolver-mo-nos com pessoas que mal conhecemos, porque desconhecemos a sua bagagem emocional e julga-mo-las injustamente. Já te disse que quero mas não consigo fazer de mim tábua rasa. Abstrair-me do meu passado e receber o futuro, o presente ou seja lá o que seja de braços abertos. Nunca exigi isso de ti. Queria, queria tanto, mas quando te comparei a outros homens era isto a que me referia. Afinal não és muito diferente deles.

Porque não percebes.

Porque também exiges demasiado de mim.

Sabes quantas vezes fui a outra? E quantas outras fui a fascinante mulher que preenchia todas as suas fantasias mas cedo isso se desvaneceu?

Pois, não fazes ideia.

Continuas a pensar que o meu medo é infundado?

Está bem.

Se não sou boa para ainda assim permanecer na tua vida como amiga, então também me pergunto para que sirvo como Cleópatra.

As coisas aconteceram muito rápido e intensamente, e para mim isso tem sido um padrão. Escuso de me repetir. Brincar aos amantes foi tão giro, até nos tornarmos mais do que isso. Não percebes que não podemos desempenhar os papéis de Cleópatra e César na vida real?

Precisei da distância emocional para me colocar no lugar dos meus sentimentos, só isso.

Este post é o que tu quiseres.

Pensa. Só quero que penses. Quero que te apercebas que me estás a tirar as forças para continuar a lutar por ti. Por tudo o que dizes, como e quando o dizes. Fria e calculista com pitadas de calor humano tão raras quanto possível. Sabes que mais, estás a dar-me vontade de ser como tu, não tenho de expor sentimentos, só tenho de expor o que quero, frio e seco. Era isto que querias ouvir? Vens-me ainda falar de estupidez, Cleópatra, estupidez é sacrificar o futuro por um passado penoso. Estúpido daquele que não quer ser feliz. Estúpido ou idiota, tanto faz.

Ignora o coração e continua a sofrer, porque é o pensamento racional que te faz sofrer. Sim, são palavras de um eterno apaixonado, sem remédio talvez, posso ser parvo e até pouco inteligente, mas não sou fraco e não vou ficar pelo caminho. Quero continuar o caminho contigo, mas se continuares a querer ficar a meio, vou ter de continuar sozinho…
Não é um ultimato, sabes que não quero fazer pressão mas há coisas que tenho de dizer.

Este post é completamente redundante.

Sempre desejei, trabalhei no sentido de ser uma emotiva de coerência emocional, o debate interno que mais proeminentemente persiste em mim. Mas tu sabes disso.
Neste caminho bifurcado de dúvidas, posso apenas confiar na razão, visto que o coração jura não saber o que sentir. Ele é parvo, diz-me que tem auto-estima suficiente para auto preencher as lacunas de amor que tu não poderás dar, e simultaneamente diz-me também que deveria ter auto-estima suficiente para não permitir-se ser uma segunda opção. Então, decidi ignorá-lo e coerentemente pensar que uma pessoa que não sabe mentir só pode ser boa pessoa. E ao menos isso, não me mentiste. Perdoo-te, apesar de não haver nada a perdoar, já to disse. Agora resta saber se serei capaz de perdoar a mim mesma que ignorou o seu coração quando ele lhe disse que seria uma segunda opção. Engraçado, faço-te perguntas que evitas responder. Não te preocupes, provavelmente as respostas nem sequer residem em ti, sei que te é difícil procurá-las. Talvez por isso percebas porquê que o faço também. É mais fácil. E o caminho penoso já o percorri, desculpa se desta vez prefiro salvaguardar-me, não correr riscos daqueles que são giros de correr quando ainda se acredita que podemos confiar a felicidade a outrem.

Vazio

domingo, 3 de agosto de 2008


São 5 da manhã, não vou insistir mais. Gostava de estar a escrever agora sobre o teu último texto, mas não consigo. Passei do 100 para o 0, de tudo para nada, do claro para o escuro, da felicidade para a tristeza. Finalmente estava contigo, feliz, falávamos constantemente, fazíamos planos para o futuro, parecia estar a crescer algo, algo nosso e que eu estava a viver verdadeiramente. Do nada puxas um erro meu do passado e tentas desconstruir tudo aquilo que com dificuldade tentámos construir. Estou a tentar fazer um esforço para acreditar que não passa só de um desabafo devido ao teu estado ébrio, e que amanhã de manhã não vais querer esquecer tudo…
É tudo tão real e repetitivo, mais uma vez sozinho?

Enquanto príncipe senti-me com forças de lutar, de te fazer feliz e a mim consequentemente, de derreter o gelo que ainda te cobre parcialmente. Agora que me chamaste de vulgar, voltei ao meu lugar, lugar de baixa na guerra pela felicidade, felizmente foram-me dadas várias vidas, ou talvez esta seja a última.

Não quero ficar sem ti! Não quero mesmo…

Não consigo escrever mais nada, dói.

Estes textos são tudo o que tenho.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Meu aquecedor humano. Não é Inverno mas está quase a chegar, e cedo vou precisar de ti. Derreteste as paredes gélidas do meu inabalável palácio solitário com a ajuda do Verão do teu coração, sabias?

Aspas são incerteza. Não gostei muito que te tivesses referido a mim assim. Mas perdoa-me, sou especialista em palavras, licenciada em estudos gramaticais. Não consigo desprender-me dos ensinamentos académicos, esqueço-me que expressar-se e escrever não é puramente técnico, que é impossível fazê-lo muito menos se essa forma de expressão está corrompida por sentimentos. Desculpa, não consigo fazer da técnica tábua rasa e perder todos os preconceitos relativos a ela. Desculpa, esqueço-me que aqui não estou a ser avaliada, sou apenas eu a tentar fazer sentido com uma data de vocábulos que à força lhes tento impingir conotações, cuja ordem é de prosa quase poética.

Então vou fazer pouco sentido.

Sabes o que é o programa pantufa? Sim, eu adoro. Fui eu que o baptizei. É ficar em casa no Inverno a ver filmes e beber chocolate quente. De meias e pantufas, quentinhos com a chuva torrencial a afectar todos os outros comuns desapaixonados mortais. Quero fazer isso contigo.

Depois existe o programa Diva, a versão glamourosa do programa pantufa. A explicação do programa Diva envolve o elemento visual, explico-te depois. Só precisas de saber que envolve saltos altos e jantares-surpresa. Quero fazer isso contigo.

Depois quero que me digas que sou linda, que me dês beijos avassaladores em público, que me agarres quando eu estiver prestes a cair, que corras atrás de mim se eu quiser fugir.

Quero rir e fazer tendas com os lençóis, quero perder o fôlego das cócegas, quero mais do que uma música só nossa, quero escrever sms em brasileiro, comer muitos pastéis de nata, tortellini e hot fudge brownie contigo.

Quero partilhar todos os momentos que a distância nos tem privado, já que estes textos são tudo o que tenho. Tudo aquilo que, na medida do que nos é possível, materializa o nosso amor numa incongruência que é de todo especial.

Hoje tive de passar por algo inédito, vi-me confrontado com o suicídio. Não na primeira pessoa, mas uma amiga, frágil, magoada e desequilibrada. Já antes tinha tentado por termo à sua vida, porém sem sucesso. Mas desta vez foi diferente, não quis partir sem antes se despedir de mim e dizer-me que estava no coração dela para sempre. Ninguém imagina o que se sente ao ouvir estas palavras e sem poder agir, não consegui falar mais com ela. Duas horas depois soube por uma amiga dela que a mãe tinha aparecido a tempo e evitado o pior, felizmente.
Ambos já sofremos por amor, tu e eu, ao ponto de não querermos voltar a amar, mas sinto-me insignificante quando alguém se tenta matar pelo mesmo motivo.
Consegui mais tarde falar com ela, tentei medir as minhas palavras ao máximo porque não sabia o que ia dentro da cabeça dela. Talvez tenha falhado nesse objectivo.
Finalmente, tentei mostrar a minha ideia de amores falhados e posição de homem. “Sofreste por amor e prepara-te, vais sofrer mais ainda. Sei que custa e dá vontade de atirar tudo para o ar, mas não achas que é ser fraca? Não será melhor tentar aprender como tudo isto para no futuro estares mais e melhor preparada? Ao longo da tua vida vais encontrar muitos homens que te vão fazer sofrer, mas tudo tem um motivo lógico, depois de todos estes passarem e chegar o teu príncipe, vais ter a certeza que é ele porque é diferente de todos os outros que te fizeram mal, e é nessa altura que vais encontrar a felicidade que agora procuras e julgar não existir!”
Não sei se usei as melhores palavras, mas transmiti-lhe o meu sentimento. Provavelmente pensas de maneira diferente. Mas como já te disse, ainda bem que não somos iguais em tudo.

Um pé à frente do outro, isto é o início de algo novo…
Desgraças alheias à parte, e porque o sentimento actual é de felicidade, escrevi algo diferente do que costumo escrever.

Adoro,
Adoro quando me dás a tua parte fraca
Adoro quando dizes que gostas de mim
Adoro a tua beleza, aquela que só é visível aos meus olhos e que tu não percebes
Adoro o teu sorriso
Adoro quando me dedicas atenção
Adoro escrever-te
Adoro ser o teu bom dia
Adoro que sejas o meu bom dia
Adoro aprender sobre música contigo
Adoro planear coisas em conjunto
Adoro a tua dedicação
Adoro o teu trabalho


Odeio,
Odeio que me trates mal
Odeio que não acredites em mim
Odeio que te aches pior que as outras
Odeio estar longe de ti
Odeio pensar o que odeio em ti
Odeio escrever o que odeio em ti
Odeio que não me deixes decidir se és ou não boa para mim
Odeio receber mensagens quando espero uma tua


Espero em breve aumentar a minha lista de “adoros”.

22 de Julho

domingo, 27 de julho de 2008




Já estive para te abandonar, sabes disso. Mas foram muitas mais as vezes do que aquelas que possas imaginar. Diariamente, com a mesma regularidade com que tenho saudades tuas, tenho ganas de te abandonar. Momentos de conflito interior, pelo menos um momento emotivo diário em que decido abandonar tudo. A ti, às mensagens, ao blog. Sim, porque tenho medo, terror de te perder, mas isso já to expliquei. E não quero, de forma alguma, repetir-me como que um soneto irritante, já te demonstrei este medo vezes suficientes, e tu já me asseguraste vezes suficientes que não me deixarás cair de esperanças tão altas. Mas desculpa se sou humana e esse medo persiste em mim. Mas desculpa se a verdade é mesmo essa e eu não consigo esquecer o meu passado. Desculpa. Sinto que devo pedir desculpas por isto porque nem sei até que ponto mereces uma pessoa assim, cujas feridas são difíceis de sarar, cuja saliva que mas lambe me pareça de textura corrosiva, ácida. Porque em tempos o foi. Até agora tem sempre existido um padrão ácido na minha vida que se sucede em ciclos exasperantes. Não sei se mereces (ou se estás pronto para) uma pessoa que te fará enlouquecer ao ponto de sofrer com a minha loucura que é a dificuldade em confiar em quem quer que seja. Desculpa se o mundo tem sido frio, cínico, pragmático e céptico para mim ao ponto de me envolver na sua camada crostosa de podridão.

Não te quero maçar, não te quero contar historias tristes. Mas a minha história é necessariamente maçuda e triste. Desculpa.
Discuti com uma amiga, a melhor. Chorei. Em três anos de amizade, ela viu-me chorar duas vezes. Duas. E a primeira foi porque me tinha zangado com ela.
Basicamente, eu amo a Rita. Incondicionalmente. Tento fazer disso quase que um segredo, temo que ela se aperceba que o meu amor por ela é doentiamente positivo a esse ponto e ela desate a magoar-me a torto e a direito porque, de qualquer das formas, aconteça o que acontecer, não vou conseguir deixar de amá-la.
Hoje ela fez-me chorar, mas não consigo afastar-me dela ou deixar de amá-la um bocadinho menos por um segundo que seja. Porque os amigos são assim, não nos protegem num mundo de mentiras, dizem-nos a verdade ainda que doa. E eu amo-a por isso, porque parece que me educa, é crua e insensível no seu discurso, nos seus ideais. Tenta explicar à irracionalidade o que pode ser uma emoção por vias racionais. Não a percebo. Admiro-a. É a pessoa que mais desprendida é dos seus próprios sentimentos que conheço, acredito mesmo, que alguma vez conhecerei. Por isso ela não consegue perceber os meus. Gostaria, adoraria, dava tudo para poder ser como ela: pouco sente, pouco sofre.
No entanto, quando discutimos, apercebo-me que racionalmente esse é o meu desejo, mas emocionalmente não. E em mim, em debates internos, quem ganha sempre é a emoção. É que por cada vez que o mundo dela choca com o meu, defendo até à morte o porquê de ela ser tão racional. E tento sempre explicar-lhe que existem discussões que ela vai ganhar racionalmente, mas que o coração nunca mente. A razão consegue anular a emoção, mas a emoção é mais forte que qualquer coisa. Que basta eu dizer-lhe “magoa-me” para nem sequer ser possível qualquer argumentação, qualquer gesto, sinal, palavra, símbolo, signo que não seja emocional, que venha do intelecto, da racionalidade, das comparações proporcionais e lógicas.
Mas adoro a Rita por ser racional e não se servir da mentira para tentar transpor-se à inabalável destreza da emoção, nunca. Ela é cruel, mas não mente, e hoje disse-me a maior verdade de todos os tempos.
“Tens de vencer esse medo, a rejeição é algo exterior à pessoa que te rejeita. Ela só existe em ti. A única pessoa que controla a tua dor és tu. Em dez gajos, oito vão rejeitar-te. E sabes que mais? Vais sofrer na vida, e muito. Mas isso não te impede de vivê-la”. Gostaria que ela me tivesse dito esta última frase da forma como eu a entendi. Mas não. O que ela quis dizer é que vivendo uma vida da forma que eu considero plena, vou sofrer, mas isso só eu decido. Segundo ela, eu deveria viver a vida de uma forma mais comedida, moderada, sem grandes paixões e bastantes precauções, afim de não sofrer muito, menos, ou nada. Segundo ela, só eu fui a culpada do meu sofrimento porque dei esse poder à pessoa que o provocou.

Por isso pensei abandonar-te, porque chorei por todos os homens que o fizeram comigo e eu deixei que fizessem de mim um mártir. Decidi apaixonar-me pelo tipo certo, à cobardia, meter-me na relação saudável, à cautela. Porque já te disse que não sei se o meu coração aguentará reconstruir-se muitas mais vezes, qualquer dia quebra-se de vez e é como o coração da Rita.

Mas, como sabes, nos meus debates internos, quem ganha é o coração, sempre.

¡Buen viaje!

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Foste embora… Nem me disseste adeus. Não esperava mais de quem sofre por minha culpa, talvez assim seja melhor. Não me mandes mensagens, prova a ti mesma que és capaz de te afastar de mim. Eu também não te vou dizer nada, não quero que te lembres do que cá ficou mas sim que aproveites o que aí está. Deixaste-me em Portugal com um “Adoro-te” meio perdido mas que encontrou o seu sítio dentro de mim. Lá estou eu com as minhas coisas…gostava de ser capaz de ser como os outros e dizer: “Boas férias miúda, diverte-te para c*aralh*, bebe até cair para o lado e aproveita os espanhóis” mas tudo o que te disse foi: “Juízo!”.

Volta cedo, quero voltar a ser o teu ‘ Bom dia! ‘.

 
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