quinta-feira, 17 de julho de 2008
Sabes que não gosto de te ver fumar. Ver-te fazê-lo é ver-te a morrer a longo prazo e não suporto a ideia de um dia ficar sem a tua atenção. Sinto a atenção a fervilhar dentro de mim, quero tanto oferecer-te, mais ainda por não receber o que considero suficiente. Sei que não fazes por mal, é a tua maneira de ser, sempre fui capaz de me adaptar a ti, serás capaz de semelhante por mim? Quero tanto amar-te à minha maneira, mas fazes-me sentir que é demasiado, que há um limite de amor que se pode oferecer a alguém. Tenho andado triste, e esta sala escura e fria não ajuda à necessidade que tenho da tua presença. Se fechar os olhos sinto-te a entrar, a iluminar a sala e a aquecer o espaço, quero que esse espaço tenha o nome de coração. Conheces bem este meu lado lamechas e infantil, mas sei que no fundo te sentes atraída por ele. Não? Não respondas. Deixa-me continuar a acreditar que sim.
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